Horizontalidades

amarelecendo,
verticalidades
rubificando,
azulejos verdejando,
retidões incendiando…
Sabe o que essa intensidade me diz?
São poemas de matiz.
Versos argilosos,
vieses de terra e sol,
visões na linha do olhar
iluminando cidades
dentro de nós:
cinzentas tensões
desejando ar,
solidões imedidas
ansiando se encontrar,
geometrias perdidas
exorcizando a precisão.
É o que são:
rimas tecidas por traços,
por gestos e cor.
Palhas trançadas,
xamãs, troncos
e leitos de rio.
Desvario:
a natureza buscando
resgatar seus espaços.
A vida cobrando
o que lhe é de direito:
sensibilidade, humanidade,
matizes de Mazé.
Maticidade.

 

Fonte: Folha de Londrina

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